Table of Contents
E não se esqueça de lhes juntar umas batatinhas fritas, claro, para ficar tudo ainda melhor. Para rematar, juntam pickles, queijo Cheddar e um molho secreto. A carne usada é da raça Angus, o pão-de-leite é feito na casa e as alfaces, tomates e cebolas são fresquíssimos.
Cumprindo a micro-sazonalidade dos produtos, a carta muda com frequência e inclui, sempre que possível, peixes pouco habituais às nossas mesas. Este é o seu primeiro espaço em Lisboa – e está pensado para agitar as águas. No espaço de um antigo café de bairro, o Baraa Kitchen serve cozinha síria feita sem atalhos. Um sítio onde a comida de inspiração italiana e os cocktails estão em grande nível (tal como a carta de vinhos naturais), e onde o ambiente divertido do espaço só o torna ainda mais convidativo. Marin Colomès é um dos três sócios e está ao leme da pequena cozinha, juntamente com Marc le Rohellec – o primeiro a tempo inteiro, o segundo dividido entre Arroios e o restaurante que abriu em 2021 no Cais do Sodré.
Numa sala animada, luminosa e verdejante, chegam à mesa grandes pratos como o surpreendente “pastrami da Liz”, croquetes de camarão, arroz de pato fumado, porco saloio, cachaço fumado ou bochechas de vaca com couve grelhada. Por outro lado, passou a existir um balcão e, na segunda sala, dois lugares à janela. A proposta não é nova para a restauração lisboeta, nem para Bernardo Agrela, que por sua vez também não é novo nesta casa, que reabriu no final de Setembro de 2025. Com a cozinha ao centro, balcão ao redor, está tudo à vista neste elegante e discreto restaurante da chef, que aqui cruza sabores tradicionais portugueses, as suas memórias, com o gosto internacional.
Não era para ter sido assim, mas o espaço fez a ocasião. E a compor tudo isto estão os preços anti-gentrificação que fazem questão de praticar. Já as sandes, com o pão da Massa Mãe, podem ser de ovo com farinheira, porco à portuguesa, couve-flor assada, manteiga de alcaparras e mortadela, beringela e teryaki…
Arqo: o parque verde da Praça de Espanha ganhou, finalmente, um café-bar
- No Mercado de Arroios, a carta é pensada para se partilhar – e Mezze significa isso mesmo, uma refeição de partilha, com amigos ou família.
- Há quem lhes chame menus executivos e há quem opte pelo velhinho menu de almoço, quase sempre disponível nos dias úteis.
- Entre eles está a katsu sando, preparada com porco, sauerkraut, mostarda e brioche e uma nova versão do smørrebrød, uma tosta aberta com salmão, abacate e ovo, em pão de centeio.
- Um atendimento rápido e eficiente, mesmo em momentos de maior afluência, é uma mais-valia que solidifica a reputação do restaurante como um local de paragem obrigatória para quem visita a cidade e procura refeições deliciosas num ambiente cuidado.
O que não significa abrir mão do serviço atento e dos pratos com alto rigor técnico que saem da sua cozinha detalhista – como no caso do robalo de anzol com tucupi, raiz de salsa, gamba branca e aneto; e do prato de pintada e codorniz com trompetas e ervilha. "Queremos valorizar ao máximo o peixe e o marisco da nossa costa portuguesa e trazer ingredientes brasileiros, apresentados de formas diferentes do habitual”, explica a chef. O restaurante Gruta, comandado pela chef Caroline Giandalia, tem pratos que cruzam a tradição de Portugal e do Brasil, com criatividade, ousadia https://tribunasportsbar.pt/ e utilizando sempre ingredientes locais e sazonais. Os pratos são, na sua maioria, para partilhar, entre petiscos e outros para se comer de talheres, sempre com intensa presença de vegetais. O casal brasileiro Gabriela Johann e Gustavo Schmidt divide-se para (ela) oferecer receitas de conforto que mudam com as temporadas e (ele) verter rótulos de vinhos naturais feitos dentro e fora de Portugal. Quatro anos depois, o chef subiu a parada e inaugurou nas Antas um fine dining (ou fire dining, se preferir) que é a evolução do primeiro.
A pasta fresca convence à primeira garfada, tal como os ravioli de porco preto com ricotta e molho de tomate. Num espaço que continua a cruzar o clássico com o contemporâneo, a interacção à mesa faz-se tanto com o serviço de sala como com a equipa da cozinha, incluindo o próprio André Cruz. O chef, Petter Nyström, construiu uma experiência gastronómica centrada no sabor.
Se eliminar o Hearts, o Benfica vai jogar contra o Aarhus ou o Sabah na Liga Europa
Localizado no primeiro andar, acessível por elevador, este espaçoso restaurante conta com garçons atenciosos e prestativos. Minha sobremesa estava impressionante. Além do serviço de mesa (dine-in), oferece também opções de take-out e delivery, adaptando-se às necessidades modernas dos consumidores. O estabelecimento está preparado para receber clientes com mobilidade reduzida, dispondo de uma entrada acessível para cadeiras de rodas.
A eternidade possível das camisolas do Benfica
Depois de ter conquistado Cascais, onde hoje é uma instituição, o Confraria estendeu a sua cozinha japonesa a Lisboa, para onde a equipa de sushimen tratou de trazer as melhores receitas da casa. O Cerqueira renasceu pelas mãos de dois antigos clientes brasileiros, sem apagar o passado de tasca. Tanka Sapkota, chef e empresário nepalês por trás dos premiados Come Prima e Forno d’Oro, juntou-se ao irmão mais novo, Yogesh, e à cunhada para relançar a Casa Nepalesa com redobrada ambição. Com uma sala pequena e uma clientela fiel, este é um raro testemunho da tradição culinária indo-portuguesa em Lisboa. No Cantinho da Paz, quase nada mudou desde a morte de Sebastião, a alma da casa e um dos grandes anfitriões da cidade no nosso tempo. A porta mantém-se fechada, a mística do espaço conhecido pela discrição também, e o bife de lombo não perdeu nenhuma das características que fez do prato um dos mais badalados da cidade há já quatro décadas.
